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Aos 22 anos, a vida de Caio Gabriel Bonfim de Moura carregava o peso e a beleza de tantas promessas. Jovem empresário à frente da Bonfim Doces Tupã, ele construía o próprio caminho e conhecia o amor de ser pai. Mas, por trás da rotina de trabalho e dos dias que seguiam, Caio travava uma batalha solitária e silenciosa contra a depressão. Sua partida precoce deixa um vazio dilacerante em Tupã e em toda a região de Marília.
A história de Caio nos lembra, com a força de um soco no estômago, sobre as dores que não conseguimos ver. Quantas vezes quem está ao nosso lado continua sorrindo, trabalhando e convivendo, enquanto por dentro enfrenta um sofrimento avassalador? A depressão não avisa, não escolhe idade e não se resume a uma “tristeza passageira”. É uma doença cruel que drena as forças, o fôlego e, muitas vezes, a capacidade de pedir socorro.
Agora, resta uma dor insuportável para os pais, Lucinildo e Juliana, para os irmãos, para os amigos e, de maneira mais dolorosa, para uma filhinha que crescerá sem o abraço, o olhar e a presença do pai.
Que a partida de Caio nos sirva de lembrete urgente sobre a fragilidade da vida e a importância de cuidar uns dos aos outros. Ouvir sem julgar, notar um silêncio diferente, estender a mão são gestos que salvam. 

Aos familiares e a todos que choram essa perda irreparável, que encontrem algum conforto em meio a tanta dor. Que a memória do Caio desperte em nós mais empatia, acolhimento e a certeza de que a saúde mental precisa ser tratada com a máxima seriedade, antes que seja tarde demais. 

Se você ou alguém que você conhece está passando por momentos difíceis, lembre-se de que você não está sozinho. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.