Ministros avaliam que eventuais falhas na extensão do horário de votação não alteraram o resultado; Flávio Bolsonaro promete recorrer à Justiça
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consideram improvável a anulação do segundo turno das eleições presidenciais, medida defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que anunciou a intenção de recorrer à Justiça.
Segundo os magistrados, eventuais problemas relacionados à prorrogação do horário de votação não teriam comprometido o resultado final do pleito. De acordo com os números apresentados pelo TSE, 35,5 mil votos foram registrados após as 17h, quantidade equivalente a apenas 0,81% da diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos entre os candidatos.
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, consolidando a vitória no segundo turno.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a decisão de estender o horário de votação não interferiu na apuração dos votos. Já o presidente do STF, Edson Fachin, destacou a importância de respeitar a vontade manifestada pelos eleitores e preservar a estabilidade das instituições democráticas.
Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal também reconheceram o resultado da eleição, reforçando o posicionamento institucional em favor do respeito à decisão das urnas.
A tentativa de anulação defendida por Flávio Bolsonaro ainda depende de fundamentação jurídica e da análise dos órgãos competentes. Para que o resultado seja alterado, eventuais irregularidades precisam ser comprovadas e demonstrar relevância jurídica para o resultado da votação.
Até que haja uma decisão judicial em sentido contrário, o resultado oficial permanece válido.