A economia foi um dos temas centrais do debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a distribuição de renda, o incentivo aos pequenos empreendedores e o investimento em setores em expansão. Já o candidato Flávio Bolsonaro (PL) concentrou suas críticas no endividamento público e nos gastos do governo federal.
Durante o confronto, os candidatos responderam a questionamentos sobre o crescimento econômico do Brasil, a ausência de grau de investimento ao longo dos últimos anos, o aumento da dívida pública e as altas taxas de juros reais.
Lula defende circulação de dinheiro e incentivo aos pequenos negócios
Ao abordar o desempenho da economia, Lula afirmou que o crescimento depende da circulação de recursos entre a população, especialmente entre as pessoas de menor renda.
“Precisamos fazer primeiro o dinheiro circular na mão das pessoas. Porque muito dinheiro na mão de pouco significa pobreza e miséria”, declarou.
O presidente citou iniciativas voltadas aos pequenos empreendedores, como a Lei Geral da Pequena e Média Empresa e a criação da categoria de Microempreendedor Individual (MEI). Segundo ele, o Brasil possui atualmente 17,5 milhões de MEIs, e o governo estuda medidas para incentivar esse segmento e ampliar a geração de empregos.
Lula também mencionou o pagamento da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a formação de reservas internacionais e o crescimento econômico registrado durante seus governos.
“Nós pagamos o FMI, nós fizemos US$ 270 bilhões de reserva”, afirmou.
O presidente também apontou oportunidades de desenvolvimento nas áreas digital, verde e criativa.
Flávio Bolsonaro critica gastos e cita dívida de R$ 11 trilhões
Flávio Bolsonaro direcionou suas críticas ao endividamento público e ao custo de vida, destacando a alta dos preços dos alimentos e os impactos das despesas governamentais sobre o orçamento das famílias.
“O PT já governa esse país há 20 anos dos últimos 24. Eu pergunto para você que está em casa: a sua vida melhorou ou piorou? A comida está mais cara ou está mais barata?”, questionou.
O candidato afirmou que a dívida pública brasileira poderá alcançar R$ 11 trilhões e atribuiu o crescimento do endividamento aos gastos do governo federal.
Flávio também declarou que a possibilidade de chegar ao segundo turno teria provocado uma queda de 2% nos juros futuros, mas, conforme o relato do debate, não detalhou o período nem o indicador utilizado para sustentar essa afirmação.
Entre suas propostas, o candidato prometeu liberar mais de R$ 200 bilhões em recursos orçamentários. Segundo ele, o dinheiro seria destinado a medidas de auxílio à população endividada e à redução da dívida pública.
“A consequência é você se endividar. Essa dívida não é sua, essa dívida é do atual governo”, declarou.
Flávio também prometeu combater a corrupção e atribuiu parte das dificuldades econômicas aos gastos da atual gestão. Ao final de sua fala, defendeu a saída de Lula da Presidência como um primeiro passo para buscar o equilíbrio das contas públicas.
O debate evidenciou duas abordagens distintas para a economia: Lula enfatizou a distribuição de renda, o estímulo ao consumo e o apoio aos pequenos negócios, enquanto Flávio Bolsonaro destacou o controle dos gastos públicos, o endividamento e a redução da dívida.
Fonte: BPMoney.