Senadores republicanos nos Estados Unidos derrotaram uma resolução que buscava restringir a autoridade do presidente Donald Trump para usar força militar na Venezuela sem autorização prévia do Congresso. A iniciativa surgiu após a controvertida operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro e preocupação sobre futuras ações do Executivo sem consulta legislativa.
A resolução, que avançou recentemente no Senado com apoio bipartidário, exigia que Trump solicitasse a aprovação do Congresso antes de realizar novas ações militares na Venezuela. No entanto, nesta quarta-feira (14), líderes republicanos usaram uma manobra processual para retirar o status de “privilegiada” da proposta, o que impediu que ela fosse votada diretamente com maioria simples, tornando sua aprovação quase impossível.
O placar final ficou 51 votos contra e 50 a favor, com o vice-presidente J.D. Vance proferindo o voto de desempate favorável à derrota da resolução. Dois dos senadores republicanos que haviam apoiado a medida na semana anterior — Josh Hawley (Missouri) e Todd Young (Indiana) — mudaram de posição depois de receberem garantias da administração Trump de que não há tropas americanas no território venezuelano e que o Congresso seria consultado antes de qualquer grande operação militar futura.
O presidente Trump criticou publicamente os cinco republicanos que votaram inicialmente com os democratas, e a Casa Branca fez intensa campanha para derrotar a resolução.
A derrota da proposta foi vista por alguns analistas como um fortalecimento da autoridade do presidente para conduzir política externa e ações militares, enquanto outros consideram que a intensa disputa reflete preocupações crescentes em Washington sobre os limites constitucionais do uso da força sem supervisão legislativa.
Por: MSN