O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que todo o dinheiro gasto pelos EUA na Venezuela será reembolsado por meio do lucro do setor petrolífero venezuelano. A declaração foi feita após o anúncio de que os Estados Unidos passarão a administrar o país temporariamente, até que ocorra o que Trump chamou de uma “transição adequada” de poder.
Durante a fala, o presidente norte-americano foi direto ao abordar a exploração dos recursos naturais venezuelanos como forma de compensação financeira pela operação militar e política realizada no país.
“Vamos reconstruir e não vamos gastar dinheiro. Quem vai gastar são as indústrias petrolíferas. Nós vamos recuperar o petróleo. Muito dinheiro vai sair daquele solo e nós vamos ser reembolsados pelo que gastamos ali”, declarou Trump.
A afirmação provocou forte repercussão internacional e levantou questionamentos sobre soberania nacional, exploração econômica de recursos naturais e precedentes geopolíticos na América Latina. Especialistas apontam que a declaração sinaliza uma mudança explícita no discurso diplomático tradicional, assumindo abertamente interesses econômicos estratégicos sobre o território venezuelano.
A Venezuela detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, fator que historicamente a coloca no centro de disputas políticas e econômicas internacionais. A possibilidade de administração estrangeira do país e de controle direto sobre suas riquezas naturais gera preocupação entre governos da região, organismos internacionais e defensores do direito internacional.
Até o momento, não houve pronunciamento oficial do governo brasileiro sobre as declarações de Trump. Países aliados da Venezuela, como China e Rússia, também ainda não se manifestaram publicamente sobre a fala do presidente norte-americano.
O cenário permanece instável, e a comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos da crise, que pode redefinir o equilíbrio político e econômico na América do Sul.