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Diversas cidades ao redor do mundo registraram protestos neste sábado (03/01) contra os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. A ofensiva, conduzida pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump, teve início por volta das 2h50 (horário de Caracas) e atingiu alvos civis e militares na capital venezuelana, além de instalações nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O governo da Venezuela classificou a ação como uma grave violação da soberania nacional. A vice-presidenta Delcy Rodríguez exigiu publicamente a libertação imediata de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, reiterando que Maduro segue sendo o único presidente legítimo do país. Em pronunciamento oficial, Rodríguez afirmou que a Venezuela “não voltará a ser colônia de nenhum império” e convocou a população à defesa da soberania em união cívico-militar.
Nos Estados Unidos, manifestantes se reuniram em frente à Casa Branca, em Washington, para condenar a operação militar. Cartazes com dizeres como “Trump bombardeou a Venezuela sem autoridade” denunciaram o caráter unilateral da intervenção. Em Londres, protestos ocorreram diante da embaixada norte-americana, com palavras de ordem como “Tirem as mãos da Venezuela” e pedidos pela libertação imediata de Maduro.
Na América Latina, manifestações foram registradas na Argentina, com atos em Buenos Aires e Rosário, concentrados em frente à embaixada dos Estados Unidos sob forte esquema de segurança. Também houve protestos no México e no Chile, com faixas e discursos em defesa da soberania venezuelana e contra a intervenção estrangeira.
Na Europa, organizações sindicais, partidos de esquerda e entidades de defesa dos direitos humanos convocaram mobilizações em cidades como Berlim, Barcelona, Marselha, Paris e Atenas. Os protestos denunciaram o que classificaram como imperialismo estadunidense e cobraram posicionamentos firmes dos governos europeus contra a ação militar. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país “não tem qualquer relação com a captura de Nicolás Maduro”.
Em Cuba, as manifestações tiveram grande repercussão e foram lideradas pelo próprio presidente Miguel Díaz-Canel. Com cartazes e atos públicos em solidariedade ao povo venezuelano, Díaz-Canel classificou os ataques como “brutais, traiçoeiros, inaceitáveis e vulgares”, declarando que “a terra de Bolívar é sagrada, e um ataque a ela é um ataque a todos os filhos dignos da América”.
Dentro da própria Venezuela, a mobilização popular segue intensa. Segundo a emissora Telesur, manifestações ocorrem em Caracas e em diversas regiões do interior do país. Na capital, moradores ocuparam a avenida Urdaneta, nas proximidades do Palácio de Miraflores, sede do Executivo, em defesa da soberania nacional e contra a interferência de Washington. Em áreas consideradas estratégicas, comandos de defesa integral foram ativados diante do risco de novas ações militares.
Na madrugada deste sábado (03/01), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra a Venezuela, atingindo alvos civis e militares em Caracas e em outras regiões do país. De acordo com o governo venezuelano, a operação resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que teriam sido retirados do território nacional. O paradeiro do casal permanece desconhecido, e o governo exige uma prova de vida imediata.
Diante do ataque, a Venezuela decretou estado de comoção externa e convocou mobilizações nacionais e internacionais em defesa da soberania. Em coletiva de imprensa realizada na tarde deste sábado, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem administrar a Venezuela até que ocorra uma “transição democrática e justa”. Ele celebrou a captura de Maduro como um “ataque extraordinário” e indicou que o presidente venezuelano e sua esposa estariam sendo levados para julgamento em solo norte-americano.
Trump também deixou explícito o interesse econômico por trás da operação, ao afirmar que o petróleo venezuelano teria sido “roubado” dos Estados Unidos e que o controle do recurso será transferido a uma empresa estadunidense, declaração que intensificou ainda mais as críticas e a reação internacional contra a ofensiva.
Por: MSN