O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (2) que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro tenham acesso facilitado para visitá-lo enquanto ele cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal. A autorização, no entanto, não representa visitação irrestrita.
De acordo com a decisão, Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia da Silva, poderão realizar visitas sem a necessidade de solicitar nova autorização judicial a cada encontro.
Apesar da liberação, as visitas deverão seguir rigorosamente o regulamento interno da Polícia Federal. Conforme as normas, os encontros acontecem às terças e quintas-feiras, no horário das 9h às 11h, com limite de duas pessoas por dia e duração máxima de 30 minutos por visita.
Jair Bolsonaro voltou ao regime fechado após ter negado um novo pedido de prisão domiciliar. Ele cumpre uma pena de 27 anos de prisão. Antes do retorno à cela, o ex-presidente esteve internado em um hospital particular em Brasília, onde passou por exames e procedimentos médicos.
A decisão de Alexandre de Moraes gerou forte reação por parte dos filhos do ex-presidente. Flávio Bolsonaro classificou o ministro como um “ser abjeto” e questionou até quando Moraes teria “procuração para praticar tortura”. Carlos Bolsonaro mencionou as condições de saúde do pai, enquanto Eduardo Bolsonaro, em publicação nas redes sociais, falou em “atrocidades humanitárias” e acusou o ministro de agir como um “tiranete de beira de estrada”.
A autorização das visitas ocorre em meio a um ambiente de tensão política e jurídica, com o caso sendo acompanhado de perto por apoiadores, críticos e pela opinião pública nacional.
Por: MSN