VIDA NOVA DEPOIS DE UM TRANSPLANTE DE RIM
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VIDA NOVA DEPOIS DE UM TRANSPLANTE DE RIM

Juliano Ferreira de Assunção, 38 anos, tem hoje uma vida normal e saudável. Porém, há quase 10 anos, temeu pelo pior ao ser diagnosticado com insuficiência renal. Após dois anos de tratamento com hemodiálise, foi chamado as pressas para receber um novo rim e ter a oportunidade de recomeçar a sua vida.

Os primeiros sinais da insuficiência renal aconteceram quando Juliano tinha ainda 27 anos. Ele estava viajando quando sentiu sua vista escurecer. Logo que chegou a Ourinhos, já marcou uma consulta a um oftalmologista, que não diagnosticou qualquer alteração ocular. Porém, após auferir a pressão arterial, registrou que estava alta.

O oftalmologista orientou Juliano a procurar um especialista. Na época, fez uma bateria de exames os quais não apontaram nenhuma anormalidade com o coração. Porém, a creatinina estava fora do padrão normal. Na mesma hora, o cardiologista entrou em contato, na época, com o Nefrologista Dr. Roberto de Carvalho, e relatou o caso de possível doença renal. Em nova consulta, após o especialista analisar os exames, foi constatado que Juliano sofria de insuficiência renal e seria necessário realizar o tratamento com hemodiálise no Serviço de Terapia Renal da Santa Casa de Ourinhos.

A partir dali, a vida de Juliano mudou. “No primeiro ano não sentia muito porque fiz muitas amizades. Tentava me confortar que era um tratamento, e não um problema terminal, tendo a perspectiva de ter uma vida melhor. Porém, depois do primeiro ano eu senti mais, porque você convive com as pessoas e depois descobre que algumas delas faleceram. Isso afeta o psicológico. Mas nos últimos seis meses de hemodiálise recebi um estímulo porque minha esposa engravidou e o nascimento do meu filho me trouxe um novo ânimo”.

Um outro fato que também contribuiu para trazer esperança a Juliano, eram as visitas de pacientes transplantados. “As pessoas transplantadas nos visitavam na clínica, conversavam com a gente, mostravam que estavam bem, relatavam suas experiência e aquilo nos dava esperança”.

Porém, a vida de Juliano começou a mudar quando recebeu a ligação com chamado urgente para o transplante de rim. “Eu estava no supermercado quando me ligaram e chamaram com urgência para ir ao Hospital do Rim para fazer o transplante. Tinham dois rins para quatro pessoas. Dois pacientes que também aguardavam o transplante ficaram impossibilitados de fazer o procedimento, o que abriu a possibilidade de eu receber a doação”.

Depois de passar pelo transplante, Juliano tem certeza que renasceu. Tanto que ele só lembra que é um transplantado quando precisa passar pela consulta de rotina pelo médico e tomar seus medicamentos. “Vai fazer nove anos que fiz o transplante de rim e falo que a qualidade de vida é igual a de uma pessoa normal. A única diferença é que tenho que tomar medicamento de manhã e à noite, e só lembro que fiz o transplante quando vou ao médico. Também já voltei a trabalhar e isso ajudar a esquecer os problemas do passado”.

Juliano contou ainda que hoje se preocupa em ter uma vida mais regrada e saudável. “Hoje me preocupo mais com a alimentação, com a forma física, procuro dormir melhor, não fazer extravagâncias. Hoje, você dá valor a outras coisas na vida. Quando fazia hemodiálise, eu olhava um bebedouro e chorava porque não podia tomar água, mesmo com sede. Eu tinha que chupar gelo. Hoje bebo 2, 3 litros de água. O transplante para mim foi ótimo”.

Entretanto, depois de lutar para ter novamente uma vida sem a necessidade de tratamento com hemodiálise, Juliano lamenta, por exemplo, que pessoas saudáveis não valorizam a vida. “A hemodiálise me fez refletir sobre a vida. Vemos jovens usando drogas, tentando se matar e tanta gente lá na clínica querendo sobrevier. É preciso valorizar mais a vida”.

Com relação ao tratamento que realizou no Serviço de Terapia Renal da Santa Casa de Ourinhos, Juliano é só elogios. “Só tenho a agradecer a equipe que sempre esteve a disposição, fiz uma família aqui e amizades com todos. Faço acompanhamento em São Paulo e a estrutura do Serviço de Ourinhos não perde em nada, tem o mesmo padrão das clinicas dos grandes centros. Aqui o atendimento é humanizado, a pessoa te da a certeza de estar junto com você. É nota 10”.

Dia Mundial do Rim

O Dia Mundial do Rim será comemorado no dia 14 de março e o Serviço de Terapia Renal da Santa Casa de Ourinhos preparou uma programação toda especial com a realização de diversas atividades. O objetivo é de conscientizar as pessoas sobre a prevenção da doença renal, que atinge uma em cada 10 pessoas no mundo.

O evento, que acontecerá na Praça Mello Peixoto, no centro de Ourinhos, a partir das 09h, integra a campanha “Saúde dos Rins para todos” da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Estão previstas inúmeras atividades como triagem para os testes e exames de pressão arterial, glicemia capilar, IMC, teste rápido de urina, acuidade visual, além de orientações de profissionais das áreas de Nefrologia, psicologia, Nutricionista e Podólogo.

Fonte: Santa Casa de Ourinhos.

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